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Cândido indica

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Mares interiores

Murilo Rubião, Autêntica/Editora UFMG, 2016

O título é uma referência ao que Murilo Rubião (1916-1991) e Otto Lara Resende (1922-1992) traziam dentro de si. Eles se corresponderam entre 1945 e 1991. Ou seja, foram 40 anos de conversa por escrito. E as marés que atormentavam internamente os dois se movimentam nas páginas desta obra organizada por Cleber Araújo Cabral. Comenta-se que alguns mineiros “puxam angústia” e é exatamente isso que o leitor vai encontrar. Rubião e Lara Resende foram movidos por curiosidade e dúvida, o que talvez explique o motivo de os dois terem se tornado autores de obras admiráveis.

Nada será como antes: MPB nos anos 70

Ana Maria Bahiana, Civilização Brasileira, 1980 

Mais conhecida por sua longa carreira como correspondente internacional em Hollywood, a jornalista carioca Ana Maria Bahiana também teve uma passagem relevante pela imprensa musical. Principalmente na década de 1970, quando foi secretária de redação da edição brasileira da revista Rolling Stone e colaborou com diversos jornais (tradicionais e alternativos). Nada será como antes é um apanhado de textos desse período, marcado no meio artístico pela censura imposta pelo regime militar. Entres os destaques, entrevistas em tom íntimo com medalhões da MPB e registros de cenas musicais que não saíram do underground (como a do hard rock / progressivo). Em 2006, o livro foi relançado em versão ampliada pela editora Senac RJ.

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O outsider: o drama moderno da alienação e da criação

Colin Wilson, Martins Fontes, 1985

Autodidata, o britânico Colin Wilson (1931–2013) produziu uma obra vasta e densa, composta por mais de 130 livros de ensaios e ficção, boa parte deles com mais de 300 páginas. O outsider (1956), seu primeiro trabalho, é fruto de uma pesquisa sobre a vida “tumultuada” de alguns dos maiores nomes das artes — do pintor Van Gogh ao bailarino Nijinsky, do filósofo Jean-Paul Sartre ao poeta William Blake. Por meio de análises curtas, respaldadas por dados biográficos, Wilson mostra que todos eles sentiam um grande mal estar com relação à sociedade e tentaram seguir suas próprias regras para superar esse desconforto. Um livro ainda pouco conhecido do grande público, mas que vem sendo resgatado nos últimos anos como um cult contracultural.

Piada Louca

Sérgio Viralobos, Nossa Cultura, 2014 

Essa antologia traz poemas escritos pelo paranaense Sérgio Viralobos ao longo de mais de três décadas (de 1981 a 2014). Com uma poesia calcada na oralidade dos centros urbanos, os textos da coletânea são permeados de referências à cultura pop, em especial à música (Viralobos é letrista de bandas do rock curitibano), como em “Loki”: “Me preparei todo para o sucesso / Do dedo do pé até o último fio de cabelo / Da pose de elvis até a queda do clash”. Outra marca da poesia do escritor é o tom cômico dos versos.


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