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Livro e Leitura | Alberto Manguel

Palestra de Manguel discute o futuro do livro

                                                                                                                               Elisandro Dalcin
manguel

Da redação

A Biblioteca Pública do Paraná recebe no dia 26 de maio o diretor da Biblioteca Nacional da Argentina, Alberto Manguel. Com início às 19h30, o evento faz parte das comemorações de 160 anos da BPP, completados no dia 7 de março. Autor de dezenas de livros, Manguel vai falar sobre sua experiência de leitor, a íntima relação que mantém com as bibliotecas, além de outros assuntos relacionados à pró- pria obra ficcional. A entrada é gratuita. Haverá tradução simultânea da palestra. 

Além de ter escrito vários romances (Todos os homens são mentirosos, Stevenson sob as palmeiras, entre outros), Manguel também é reconhecido por suas obras de não ficção, como Uma história da leitura e A Biblioteca à noite, livros que — a partir da vivência do autor — tratam do encantamento do ser humano com a leitura e os livros ao longo dos séculos. O seu mais recente livro publicado no Brasil é Uma história natural da curiosidade (2016), obra que mapeia os textos e autores que o inspiraram ao longo de sua vida de leitor.

Nascido em 1948, Alberto Manguel afirma que tomou “consciência do mundo” por meio dos livros. Mas a verdade é que conhece ambos — os livros e o mundo. Por ser filho de embaixador, foi alfabetizado em alemão e inglês, passou a infância em Israel, a adolescência na Argentina e a vida adulta entre Inglaterra, Espanha, Itália, Taiti, Canadá e França.

A palavra escrita, no entanto, sempre foi seu território. Desde criança, encontrou na literatura um lugar seguro e uma companhia prazerosa, uma forma de ordenar o caos do mundo e a liberdade para imaginá-lo.

Em entrevista ao Cândido, o escritor falou sobre esse primeiro contato com a leitura, experiência que o define ainda hoje. “Minha primeira consciência do mundo se deu por meio da página impressa. Minhas primeiras descobertas foram feitas através dos contos de Grimm, Andersen, Monteiro Lobato, de As mil e uma noites. Desde aquelas primeiras tardes, os livros nunca me abandonaram.” 

Manguel também deve falar sobre sua amizade com Jorge Luis Borges, de quem se tornou leitor — literalmente e em voz alta — quando o autor ficou cego. A relação com um dos maiores escritores da América Latina inspirou Manguel a construir uma vida em torno da literatura. Inicialmente, como leitor de originais para grandes editoras europeias. Mais tarde, no papel de antologista, editor e autor de numerosas obras. 

Em meados do ano passado, deixou sua biblioteca particular no sul da França para assumir a direção de outra, pública e muitíssimo mais vasta, a Biblioteca Nacional Argentina.

Serviço:
Palestra com Alberto Manguel 
Dia 26 de maio, às 19h30 
Haverá tradução simultânea 
Auditório Paul Garfunkel, 2º andar Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133, Centro)
Informações: (41) 3221-4917 
Gratuito 
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