Cândido indica

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Ilíada

Homero, Companhia das Letras, 2013

Acredita-se que a Ilíada tenha sido escrita entre o fim do século VIII a.C. e o início do séc. VII a.C. Outra dúvida é a existência ou não de seu autor, Homero. Para além da questão homérica, fato é que a obra sobrevive há mais de dois milênios e nós, no século XXI, podemos ler os 24 cantos deste que é o primeiro livro da literatura ocidental, conhecendo as consequências da cólera do herói grego Aquiles e o incidente decisivo para a guerra — que durou dez anos — entre gregos e troianos.

Romance com cocaína 

M. Aguêiev, Círculo do Livro, 1991

O jovem estudante Vadim Maslennikov, personagem-narrador deste romance, despreza a própria mãe e repugna a vida pobre que ambos levam. Às vezes é tomado por inexplicável ternura, mas não se deixa dominar pelo sentimento. À noite sai em busca sexo com mulheres. Numa dessas saídas noturnas, porém, conhece e se apaixona por Sônia. Mas o relacionamento não evolui. Devastado, Vadim descobre a cocaína e se entrega ao vício, experimentando momentos de plenitude seguidos de severa depressão. Com descrições viscerais, o russo Aguêiev cria uma atmosfera tensa em torno de um protagonista autoconsciente, paradoxal e perturbado, muito humano, apontando as consequências de uma vida de excessos.


Tirza 

Arnon Grunberg, Rádio Londres, 2015 

À primeira vista, Jörgen Hofmeester, protagonista do romance Tirza, é um editor literário bem-sucedido e um dedicado pai solteiro. Num ambiente burguês, ele se dedica obsessivamente à sua filha mais nova, Tirza. Em uma narrativa clara, o escritor holandês Arnon Grunberg mostra que as coisas não são o que parecem. Aos poucos, a tensão aumenta e a verdadeira face de Hofmeester vem à tona, acabando com sua vida de aparências e revelando o sentimento doentio que nutre pela filha. 

Melhores poemas 

José Paulo Paes, Global Editora, 1996

Com seleção e prefácio do crítico Davi Arrigucci Jr., esta seleta traz poemas publicados por José Paulo Paes ao longo de meio século de vida literária. O livro tem início com os versos de O aluno (1947), obra de formação do autor, publicada quando Paes ainda transitava pela cena literária curitibana. A antologia também faz um recorte preciso da mescla de gêneros que marca a escrita do poeta ao longo dos anos — do minimalismo ao poema concreto. 
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