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Poema | Geraldo Magela Cardoso

O voo que driblou a multidão em Ícaro pesadelo

Navegou em ascensão como uma estrela cintilante no manto negro da madrugada do absoluto céu latino

Toda a via aérea só corroeu a retina retilínea de cumulus nimbus voo. Como pássaro prateado cadenciou uma rota torta em ponto

divergente/trágico/nevrálgico meteoro incidente. No lusco-fusco espacial, vagalume perdeu o lume e esfacelou-se “kamiQUASE”. Como cruz comungou com Deus o pacto desportivo nas alturas. Turbulência intemperial...impacto. Com atletas e companheiros a bordo e em desalinho... ousou voo altaneiro sobre cimos MEDELLINhos e lançou-se numa curva abrupta. Como crespa vespa estatelou-se. Dos 81...soçobraram 6 vozes ao relento das vozes frias do vento.


Geraldo Magela Cardoso é poeta, autor, entre outros, de Bendita boca maldita (1982). É o idealizador do CuTUCando a Inspiração, projeto mensal em que poetas e prosadores paranaenses se apresentam, por meio de performances, no palco no Teatro Universitário de Curitiba (TUC). Vive em Curitiba (PR).  


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