Os editores | Luciana Villas-Boas

Onde só os otimistas têm vez

Na quarta entrevista da série “Os editores”, Luciana Villas-Boas analisa o mercado editorial brasileiro, comenta sua rotina de agente literária e lembra os 17 anos em que atuou como diretora editorial da Record

Marcio Renato dos Santos

Luciana Villas-Boas saiu em 2012 da editora Record, onde ocupava o cargo de diretora editorial, entre outros motivos, com a finalidade de ter mais tempo livre. Hoje, a agente literária, com 40 clientes, e mais de 50 solicitações de autores por mês, diz que recebe e responde, em média, 100 e-mails por dia. Precisa analisar 80 originais por mês, negociar contratos, dialogar com escritores e editores, entre outras urgências. Ela afirma que seu nome e o tempo de que dispõe são os seus capitais. Tempo livre, para ler por prazer, ainda não tem, mas é o seu projeto de aposentadoria. Apesar disso, se permitiu a leitura de O homem que amava os cachorros, do cubano Leonardo Padura, romance que adorou e recomenda.

A entrevista foi realizada na sede da agência de Luciana, a Villas-Boas&Moss, no Rio de Janeiro. O bate-papo de duas horas foi fluente e teve breves interrupções, quatro ou cinco vezes, por latidos de Nelson, um cachorro de 9 anos que ela apresenta no site da empresa como agente de segurança e blogger — na realidade, Luciana, que também atuou na imprensa carioca, usa o nome do cão para assinar alguns textos.

Durante 17 anos, fez uma gestão na Record que, entre outras marcas, viabilizou 1.500 contratos. Mais que isso, apostou na literatura brasileira contemporânea e publicou livros, entre outros, de Alberto Mussa, Altair Martins, Cíntia Moscovich, Luiz Ruffato, Marcelino Freire, Marcelo Mirisola, Miguel Sanches Neto, além de Lya Luft e Manoel de Barros, cujas obras obtiveram vendas acima da média. 

Luciana analisa o contexto atual do mercado editorial brasileiro, que, de acordo com ela, está saindo de uma crise sem precedentes, resultado da suspensão de compras de livros pelo governo federal — responsáveis por 25% do setor. O atual público das editoras são os clientes de livrarias, o que não dá conta de sustentar nem de ampliar as possibilidades do mercado brasileiro — ainda com muito por fazer.

A agente literária lamenta a inviabilidade comercial dos contos, apesar de ser leitora de narrativas curtas, e critica os editores pelo fato de eles não estimularem os escritores a produzir o grande romance brasileiro.

Formada em História, aprecia romances históricos e também faz restrições à produção brasileira contemporânea, que, em seu entendimento, não reflete a realidade do país. Luciana espera que os youtubers ocupem menos espaço no mercado e, acima de tudo, tem fé que aconteça uma transformação na realidade brasileira a partir de investimentos em educação. Otimista? Sim, como ela mesma comenta, um editor (e ela ainda é, por que não?, uma editora) é acima de tudo um otimista: “Se a pessoa não é otimista, não entra nesse negócio”. 

     Fotos: Daniel Ramalho
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Há uma crise no mercado editorial brasileiro?
Sim. Embora o mercado brasileiro não tenha chegado a um estágio maduro, antes de alcançá-lo nós estamos enfrentando uma crise terrível, consequência da crise econômica. Mas, no caso do mercado editorial, há peculiaridades e agravantes em relação a outros setores da economia. Desde o Plano Real, que teve início em 1994, até 2014, o mercado do livro brasileiro viveu um processo de expansão. A moeda estável contribuiu imensamente e somaram-se a isso os planos de governo para aquisição de obras para bibliotecas e escolas. Chegou-se a dizer que esses planos representavam 25% do setor do livro. O fim dessas aquisições, incluindo a crise econômica mais geral, afetou o mercado do livro duramente, ainda mais porque os editores pensavam que estava tudo muito bem. Na verdade, havia uma bolha. 

Sem as aquisições de governo, o cliente do mercado editorial brasileiro é o consumidor da livraria?
Exato. Subitamente, o editor teve que contar só com a livraria. E, levando em consideração o tamanho do Brasil, a cadeia livreira é pequena. O sistema escolar é precário e não forma leitores. Não há um mercado minimamente condizente com a população brasileira.

O que é um sucesso editorial?
Depende da expectativa. Se você faz uma tiragem inicial de três mil exemplares esperando que demore um ano para esgotar e os três mil exemplares acabam em poucas semanas, exigindo reimpressões e em um ano você vende mais de 10 mil exemplares, o título em questão é um sucesso espetacular. Se a tiragem inicial é de 50 mil exemplares, as vendam atingem 30 mil e 20 mil ficam encalhados, é possível que o editor perca dinheiro e, portanto, a aposta foi equivocada. Por isso, é difícil dizer o que é um sucesso. Mas certamente há sucessos inequívocos quando se consegue vender mais de 100 mil exemplares. Quando entrei no mercado editorial, em 1995, vender 100 mil exemplares era o teto. Na Record, os livros do Sidney Sheldon atingiam essa meta. Houve uma época em que alguns livros chegaram a vender mais de um milhão de exemplares, como O código da Vinci, do Dan Brown. 

Você foi diretora editorial da Record entre 1995 e 2012, período em que viabilizou 1.500 contratos. Qual a diferença entre o mercado editorial brasileiro naquele momento e hoje?
Mudou tudo. Trabalhei como editora no auge do mercado editorial brasileiro. A moeda havia se estabilizado, o que afetou a indústria de maneira positiva. A estabilidade da moeda causou euforia, havia aqueles planos de governo de aquisição de livros, que já mencionei, dava a impressão de que o país estava engrenando, mas infelizmente não acontecia uma contrapartida real no aumento do público de livraria. Em 2008, a crise mundial atingiu o Brasil, mas parecia que não era tão sério. A situação do mercado editorial brasileiro realmente se complicou quando a então presidente Dilma Rousseff anunciou o fim dos programas de compras de livros, em 2015.

Foi uma bomba?
Foi. Muitos editores já haviam rodado livros para entregar ao governo e, então, as compras foram suspensas. Em função das compras de governo, algumas das principais editoras desenvolveram setores de infantis. Sem as aquisições estatais, imagine o tamanho do problema. Hoje quase não tem mais ninguém contratando livro infantil. Foi um momento terrível, mas, agora, estamos timidamente começando a sair desse quadro. 

Ter publicado autores brasileiros foi uma das marcas de sua gestão na Record?
Acho que sim, mas para a empresa talvez não tenha sido um grande acerto. Afinal, não foi um segmento do catálogo que tenha sido particularmente lucrativo, embora o fato de eu ter levado a Lya Luft para a Record foi algo financeiramente significativo. Ela vendeu mais de 300 mil exemplares. Mas, enfim, me orgulho do trabalho que fiz pela literatura brasileira na empresa, seja por ter publicado obras, entre outros, do Alberto Mussa e do Miguel Sanches Neto, e também por ter editado o Manoel de Barros, o que resultou em ampla visibilidade para a poesia dele, além de um resultado significativo de vendas. 

Você se arrepende de não ter publicado algum autor brasileiro na Record? 
Sim. O Ronaldo Correia de Brito.

Que livro ele apresentou?
O Galileia. Era um período em que eu estava menos ativa, talvez abatida por algum motivo pessoal, demorei para ler e dar uma resposta. O livro foi para a Alfaguara e, posteriormente, conquistou o Prêmio São Paulo de Literatura, em 2009.  

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O jornalista Marcio Renato dos Santos conversa conversa com Luciana na sede da agência VillasBoas&Moss, no Rio de Janeiro.

O Reinaldo Moraes tentou publicar o Pornopopéia pela Record?
Ele me apresentou o Pornopopéia sim. Também não tive tempo de ler porque a oferta sobre o editor é muito grande. Eu queria ler tudo para não contar exclusivamente com um parecer de fora. Afinal, nem sempre um parecer, mesmo envolvendo mais de um parecerista, refletia a minha visão. Mas, enfim, não pude ler o Pornopopéia e o Reinaldo Moraes publicou o livro pela Objetiva.

O que é um bom texto literário?
O bom texto literário é absolutamente único. Primeiro, ele tem uma linguagem que não recorre a clichês, imagens e frases feitas. É claro que essa linguagem não precisa ser necessariamente experimental, mas deve ser própria, do autor em questão. Um bom texto se define também por apresentar um enredo instigante e uma visão de mundo peculiar.

Um texto ruim seria, evidentemente, o oposto disso?
Sim. Recebo em média 80 originais para analisar por mês. Me causa espanto a quantidade de pessoas que querem se expressar literariamente, mas que não possuem intimidade com a expressão literária. Por que querem tanto isso?

Se tornou interessante ser escritor?
Não sei o que é. Ser escritor dá muito trabalho.

A literatura brasileira contemporânea recria a realidade do país?
Do que é publicado, há uma preponderância da paisagem do Sul e do Sudeste. Curioso é que na década de 1930 os autores recriavam o Nordeste. Mas não me refiro apenas a nuances geográficas. Sinto falta de pequenos recortes da vida. No Brasil, há poucos livros ambientados, por exemplo, em universidades, laboratórios científicos, bancos ou empresas. Não temos nenhuma ficção expressiva que se passe no BNDES, apesar dessa confusão na política brasileira.

O conto tem vez no mercado editorial?
O preconceito em relação ao conto acontece no mundo inteiro. Não entendo isso porque eu adoro ler contos. Ainda mais numa época que a gente tem tão pouco tempo, o conto dá a satisfação de você encerrar aquela leitura, aquele processo narrativo. Mas, enfim, é curioso. O escritor precisa ter produzido alguns romances bem-sucedidos para o editor publicar o livro de contos dele. Em geral, isso acontece porque o editor não quer perder o romancista e, então, publica os contos que ele escreveu. Agora, gostaria que ficasse bem claro que isso é uma descrição de um quadro, não é uma avaliação minha. Não estou dizendo que isso é certo, mas é o que acontece. Os editores não gostam de publicar contos. Se você conversar com o Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, ou com o Carlos Andreazza, da Record, ambos vão dizer que um autor não pode estrear com um livro de contos. Eles devem ter suas razões financeiras e empresariais para responder dessa maneira. 

No que diz respeito ao mercado editorial, os youtubers vieram para ficar? 
É um fenômeno diferente de qualquer outra moda anterior porque o youtuber reflete uma nova mídia. Não sei se a relação deles com o mercado editorial vai permanecer, mas é possível que permaneça. Porque eles têm pouco a ver com literatura. Tem uma youtuber, de quem não lembro o nome, que expressou isso muito correta e honestamente. Escutei ela dizer mais ou menos o seguinte: “Publico um livro porque tudo que eu colocar no mercado vai vender. É um livro, mas poderia ser uma camiseta, um cosmético ou uma bijuteria”. Parece que os youtubers vieram para ficar. Espero que, pelo menos, diminua o espaço que atualmente eles ocupam no mercado editorial.

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Um autor se prejudica se ficar fora das redes sociais?
Muito. Ele deve ter no mínimo um site e uma página no Facebook. Atualmente, uma editora espera que o autor faça uma campanha na internet para divulgar seu livro. Claro que há níveis de expectativa. A ficção literária não está atrelada, por exemplo, a gravação diária de vídeos, prática dos youtubers. Mas eu acho ótimo usar a internet para divulgar a obra. Nesse ponto, a internet ajudou muito o escritor e a difusão da literatura.

Você planejou ser agente literária?
De vez em quando, pensava na possibilidade. Mas não tinha uma motivação para sair da Record. No entanto, precisava ter mais flexibilidade para administrar meu tempo. Gostaria de poder viajar na hora em que eu quisesse. Então, foi basicamente isso que me motivou a deixar a empresa. Além disso, minha posição lá dentro tinha tomado feições distintas, na medida em que eu estava muito envolvida com o departamento comercial, com o marketing e até com o setor industrial. Tudo isso me impedia de ter um relacionamento mais direto com os autores, que era um trabalho que eu gostava muito de fazer. Queria recuperar esse envolvimento com os escritores. Nunca pensei em abrir a minha editora, mas estava disposta a recomeçar como agente literária.

Você é agente literária desde 2012. Representa quantos autores?
Atualmente são 40 autores, mas é preciso levar em consideração que também represento listas de catálogos de editoras e de agências internacionais para o Brasil, o que é muito importante para a economia do meu negócio.

O que os 40 autores brasileiros que você representa esperam da sua empresa?
Os novos autores esperam colocação em uma editora, enquanto os escritores consagrados muitas vezes têm expectativa de serem traduzidos para outros idiomas. A expectativa, portanto, varia.

Muitos autores procuram o serviço de sua agência?
Recebo no mínimo 50 solicitações por mês.

Qual o seu critério para representar um autor?
A obra. Pela primeira mensagem já sei se vale, ou não, representar. Afinal, um livro exige muito tempo. A literatura é a forma de expressão artística mais desafiadora e exige muito mais do seu apreciador do que qualquer outra, mais do que as artes visuais, a música, o teatro e o cinema. Em duas horas, você consegue emitir uma opinião sobre um quadro, uma escultura, um álbum, um filme ou uma peça de teatro. Já um livro exige pelo menos meia hora para decidir se você vai continuar a leitura ou não. Literatura pede uma demanda de tempo justamente numa época em que as pessoas não têm tempo, e isso gera conflito. É curioso. As pessoas chegam pra mim, e dizem: “Não precisa me representar, eu queria só a sua leitura”. Como assim só a minha leitura? Meu tempo e meu nome são os únicos capitais que possuo. Não posso sair lendo diletantemente. Meu sonho de aposentadoria é ler sem qualquer compromisso, porque hoje não posso fazer isso. Então, tenho que ser muito criteriosa, mesmo, em relação ao que vou ler. 

Qual foi o último livro que você leu por lazer?
O homem que amava os cachorros, do Leonardo Padura. Li e adorei. É uma obra brilhante sobre o século XX, o autoritarismo e a natureza humana. Incomparável. É um livro imperdível.

Ainda sobre os autores que representa: você exige deles algum tipo de atitude?
Não. Se cumprirem o contrato, já está ótimo.

Você dialoga como todas as editoras brasileiras?
Sim, com todas. Evidentemente que algumas editoras, que não vou dizer quais, são melhores de trabalhar do que outras. É importante ressaltar que as empresas editoriais brasileiras apresentam um padrão de negócio, no que diz respeito a pagamento e atenção, tão bom quanto qualquer editora da Europa ou dos Estados Unidos. Mas tenho uma crítica a fazer. Os editores do Brasil não buscam ativamente o grande romance brasileiro.

Nenhum editor busca isso? 
Não.

Atualmente não temos o grande romance brasileiro?
Não. Infelizmente, é um conceito que não existe no Brasil. Nos Estados Unidos, o great american novel é um conceito que ninguém questiona. Eles vivem em busca disso.  

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Mas no passado já tivemos grandes romances brasileiros.
Mas você acha que havia essa percepção de que era o grande romance brasileiro? Tivemos sim pelo menos dois grandes romances brasileiros: Vidas secas, do Graciliano Ramos, e Grande sertão: veredas, do Guimarães Rosa. O livro do Graciliano, publicado em 1938, é o grande romance brasileiro da primeira metade do século XX, enquanto a obra do Guimarães Rosa, de 1956, é o ponto alto da segunda metade do século passado.

São obras de um outro tempo.
Naquela época, as classes médias intelectualizadas tinham sintonia com a produção literária, que era bem mais divulgada do que a literatura contemporânea é atualmente. Mas, é preciso acrescentar, esses dois livros se tornaram os grandes romances brasileiros com o passar do tempo. Eles foram se consagrando progressivamente. De qualquer maneira, não vejo hoje a busca do grande romance brasileiro por parte da maioria dos editores, muito menos por parte dos leitores.

Os autores pensam em escrever o grande romance brasileiros? 
Acho que não. Eles nem chegam a formular isso: quero escrever o grande romance brasileiro.

Você admira a ficção histórica pelo fato de ter estudado História?
Ficção histórica é o que eu gosto de ler. Acho que fui estudar História por gostar de compreender os fenômenos diacronicamente. Gosto de entender origem, evolução e fim. Não tenho uma cabeça estrutural sincrônica, mas uma cabeça diacrônica. Gosto de livros que oferecem uma visão do sentido da História, de como aquele momento se desenvolveu e como poderia ter sido diferente. Porque as histórias das sociedades e as histórias individuais são regidas pelo mesmo miserável acaso e sorte. Então, é divertido perceber o sentido de uma vida, de uma sociedade ou de um grupo pela literatura.

O que te levou ao jornalismo?
Me formei em História e fui contratada pela TVE, aqui do Rio de Janeiro, para fazer roteiros de filmes institucionais. Trabalhei no telejornalismo da Rede Globo, na revista Veja e no Jornal do Brasil, onde fiquei 10 anos e atuei nas editorias de nacional, internacional, política e cultura. Fui editora do caderno “Ideias”, onde comecei a estabelecer laços com editores. Percebi que gosto mesmo é de livro, não de notícias.

Gostava de escrever resenhas no “Ideias”?
Sim. Escrevi muitas resenhas, mas eu sou muito exigente quando escrevo, então, escrever, para mim, é muito sofrido.

Seja quando estava na Record, e mesmo agora como agente literária, costuma editar, dar dicas para os autores ou mesmo cortar e modificar textos?
Nem sempre, mas com alguns autores sim. Uma primeira leitura todos gostam. Às vezes, dou bastante dicas. Em outros casos, o texto já está pronto.

Você disse que saiu da Record para ter mais tempo livre. Conseguiu? 
Recebo pelo menos 100 e-mails por dia e respondo uma média de 100 e-mails diariamente. Além disso, há os textos que preciso ler e dar resposta. E, às vezes, um autor ansioso manda um e-mail e fica furioso porque não respondi rapidamente, mas, apenas no dia seguinte. Aí, dá vontade de dizer bye-bye.  

No início da conversa, você comentou que o mercado está saindo de uma crise. Há expectativa de que está chegando um período mais próspero?
O editor é um otimista. Se a pessoa não é otimista, não entra nesse negócio. Pensando em longo prazo, o editor brasileiro tem muitos motivos para ser otimista. Nenhum país do mundo tem um potencial de crescimento do mercado de livro como o Brasil. Os países europeus são, em média, pequenos. Os Estados Unidos já atingiram o auge e a China também está se aproximando do que pode ser o limite de seu público leitor. No Brasil, podemos agregar milhões ao mercado do livro. Basta ter escola decente. É necessário uma rede escolar. Tivemos 13 anos de um governo socialista [Lula e Dilma] que não quis cuidar dessa área. Então, vamos ter que criar uma rede escolar que forme leitores. No dia em que tivermos isso, teremos alguns milhões de pessoas que vão comprar livros na livrarias, o que é motivo para apostar no mercado do livro brasileiro. Algum governo ainda vai levar a sério a questão de oferecer educação para o povo. Não é possível que continue assim, do jeito que está, indefinidamente.


Na próxima edição, entrevista com Eduardo Lacerda.
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