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03/03/2017

Uma história de cultura

Obras de modernização marcam os 160 anos da Biblioteca Pública do Paraná, que se consolida como um centro cultural de programação diversificada — com encontros literários, oficinas e apresentações artísticas, ultrapassando o conceito de mero espaço de empréstimo de livros.


Marcio Renato dos Santos

Foto: Kraw Penas
BPP

Uma das instituições culturais mais antigas e importantes do Estado, a Biblioteca Pública do Paraná (BPP) comemora — no dia 7 de março — 160 anos. A data é celebrada com um amplo projeto de modernização. O auditório está totalmente reformado, da iluminação à acústica, incluindo sistema de climatização, novas poltronas e acesso ao palco para cadeirantes. Os banheiros do térreo também foram reformados com acessibilidade. A Seção de Inscrição e Empréstimo muda de local e dá espaço a um café. O hall do segundo andar conta com novo mobiliário no espaço tradicionalmente frequentado por jogadores de xadrez e usuários que consultam os jornais diários. Algumas salas estão remanejadas, e até o espaço de guarda-volumes está otimizado.

O secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani, ressalta que a Biblioteca Pública do Paraná é referência e está entre as mais tradicionais do Brasil. “Com as obras de modernização, teremos uma biblioteca ainda mais preparada para receber a população paranaense e continuar seu trabalho de excelência no atendi - mento ao público”, diz.

A assessora técnica da BPP, Vilma Nascimento Gural, explica que esta é apenas a primeira etapa das reformas de modernização da Biblioteca. As obras foram viabilizadas com recursos da Renault, o que também proporcionou a aquisição de cerca de 5 mil novos livros para o acervo.

O arquiteto Manoel Coelho, responsável pelo projeto de revitalização, diz ser um admirador do prédio de 8,5 mil metros quadrados onde, desde 1954, está instalada a Biblioteca — esta é a décima terceira sede. “Sou fã deste magnífico projeto do engenheiro Romeu Paulo da Costa [1924-2014]”, afirma, acrescentando que nesta revitalização não houve nenhuma interferência na estrutura. “No entanto, alguns espaços bastante amplos estavam subvalorizados. Fizemos um rearranjo das salas e viabilizamos a acessibilidade”, acrescenta o arquiteto.

Coelho comenta que as obras de modernização tendem a facilitar ainda mais o fluxo das cerca de 3 mil pessoas que diariamente circulam pela Biblioteca. Além dos empréstimos de livros — cerca de 1,5 mil por dia —, desde 2011 a BPP também passou a oferecer ao público uma diversificada programação cultural.

               Foto: Fábio Santiago Costa
BPP
Arthur H. Recchia [óculos], de 10 anos, durante uma edição do Sábado Lúdico na Seção Infantil.

Muito além dos livros

José Marins, 64 anos, paranaense de Jandaia do Sul, é um exemplo de quem encontra na BPP bem mais do que um acervo de livros. Na década de 1970 ele se mudou para Curitiba e, desde então, frequenta quase diariamente a Biblioteca. Participou de projetos implementados recentemente, incluindo duas oficinas de criação literária — uma de romance, ministrada por Luiz Ruffato, e outra de contos, coordenada por Cintia Moscovich.

Também esteve em algumas edições do projeto Um Escritor na Biblioteca, proposta da década de 1980 retomada em 2011, em que a cada encontro um convidado fala sobre bibliotecas, livro, leitura e processos criativos, entre outros assuntos — Marins acompanhou a participação de Milton Hatoum, Joca Terron, Domingos Pellegrini, Luiz Vilela, João Gilberto Noll, Ignácio de Loyola Brandão e Bernardo Carvalho

“A Biblioteca é uma extensão da minha casa. Tenho 5 mil livros em meu acervo, mas preciso frequentar a BPP e estar neste ambiente cultural”, conta Marins, psicólogo clínico e autor, entre outros, dos livros Fazendo o dia (poemas, 1985) e Poezen (haicais, 1985). Recentemente, ele tem emprestado livros de psicanálise na Biblioteca, mas nunca deixa de levar alguns de ficção.

“A minha infância foi um sofrimento por não ter livros em casa, apesar de a minha mãe ter sido professora. Quando vim para Curitiba, um dos meus primeiros encantamentos foi com a BPP. Pensei até em viver aqui dentro, mas tinha de trabalhar e estudar”, comenta o psicólogo, que considera a leitura uma das atividades fundamentais de sua vida.


Referência no atendimento a pessoas com deficiência visual

Em atividade desde 1974, a Seção Braille da BPP oferece atendimento a pessoas com deficiência visual. No acervo, há 30 mil livros digitalizados (para a audição por meio de sintetizadores de voz), 4 mil livros falados (gravados em áudio no formato de CD), 3 mil livros em Braille e cerca de 60 filmes com audiodescrição.

A Seção disponibiliza periódicos (revistas, boletins e folhetos), tocadores de MP3 e fones de ouvido, equipamentos de som, CDs, jogos adaptados, equipamentos para escrita e cálculo, máquinas de datilografia Braille, regletes, punções, sorobãs e equipamentos para ampliação de imagens e textos, além de computadores com sintetizadores de voz que possibilitam a audição do que está escrito na tela. Devido à excelência da Seção Braille, em 2013 a BPP foi — ao lado de apenas outras nove instituições brasileiras — selecionada para o Projeto Acessibilidade em Bibliotecas Públicas, iniciativa da Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). 

As ações, sob responsabilidade da OSCIP Mais Diferenças, incluíram capacitação por meio do curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) Módulo Instrumental, cursos, oficinas e ações sobre a temática do livro e da leitura acessível a todas as deficiências. Além disso, a BPP recebeu equipamentos de tecnologia assistiva, entre os quais impressoras Braille, linhas Braille (transformam, em tempo real, texto do computador para Braille), lupa eletrônica (amplia as letras e projeta o texto impresso para quem tem baixa visão e/ou idosos), teclado adaptado para pessoa com deficiência, filmes com audiodescrição e scanner com voz (o equipamento registra e transforma texto em voz). Também foi viabilizada, entre outras atividades, a oficina “Treinamento sobre Equipamentos de Tecnologia Assistiva”, com carga de 16 horas e a finalidade de capacitar a equipe da Seção Braille e outros funcionários e colaboradores da BPP.

Colaborador da BPP desde 1998, Anastácio Braga, 64 anos, perdeu a visão aos 25 anos, é pedagogo com pós-graduação e está à frente dos cursos de alfabeto Braille e soroban. Ele diz que a seção consegue atender demandas de todo o Estado e destaca, entre os serviços oferecidos à população, o curso de fotografia para deficiente visuais, ministrado por Juliana Stein [foto abaixo].

Foto: Kraw Penas
Braille

Tem criança na plateia

Arthur H. Recchia, de 10 anos, estava na Seção Infantil na manhã de 28 de janeiro deste ano, ocasião em que foi realizada a primeira edição de 2017 do Sábado Lúdico, atividade de jogos de tabuleiro e de cartas desenvolvida em parceria com o grupo de RPG da Biblioteca. Ele gostou da proposta e pretende frequentar a BPP em 2017. “Não sabia que aqui são oferecidas atividades tão interessantes”, comenta.

A Seção Infantil, de fato, mantém intensa programação, como a Hora do Conto (sessões diárias de contação de histórias) e os projetos Aventuras Literárias, Aventuras Musicais e Aventuras Teatrais — em que, respectivamente, escritores, músicos e grupos de teatro aproximam os públicos infantil e infantojuvenil da leitura.

A chefe da Divisão de Coleções Especiais, Lidiamara Gross, informa que entre os dias 24 e 29 de abril será realizado na Biblioteca o 1º Encontadores de História da BPP — em parceria com o Fatum / Centro Educacional. A contação de histórias é uma atividade constante na Infantil — desde 2009, a seção mantém o grupo Era uma vez, que realiza a Hora do Conto e oficinas não apenas para crianças, mas também para mediadores de leitura e professores.

                 Foto: Kraw Penas
Coral Cantateca

Lidiamara acompanhou as trans - formações na BPP. Começou a trabalhar na Divisão de Documentação Paranaense em 2001, atuou no então recém-criado Escritório de Direitos Autorais (parceria técnica com a Fundação Biblioteca Nacional que viabiliza o registro de obras), onde permaneceu até 2008. Migrou para a Infantil e, em 2011, assumiu a chefia da Divisão de Coleções Especiais — responsável pelas seções Infantil, Multimeios, Braille, Obras Raras, Gibiteca e Auditório. “Eu estava cursando Jornalismo, mas quando vim trabalhar aqui decidi estudar Biblioteconomia. Gosto da Biblioteca, espaço cultural rico em memória, referência nas áreas do conhecimento”, diz

Em 2012, a Seção Infantil foi revitalizada por meio de uma parceria com o Grupo Dom Bosco. Na ocasião, o espaço recebeu pintura, plotagem de desenhos nas paredes, novo mobi - liário, tapete e palco para o espaço da Hora do Conto, além de repaginação do telecentro infantil. E as modifica - ções não passaram despercebidas pelos frequentadores.

Analista de atividades culturais da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Mariane Filipak Torres frequenta a BPP desde a década de 1980, quando era estudante. Agora, faz questão que os filhos frequentem a Biblioteca. Gabriel, 14 anos, participou do curso de HQ e Luiza, 11 anos, fez aulas de teatro — atividades desenvolvidas pela Seção Infantil. “Sou uma admiradora da instituição”, afirma Mariane.

Quem tem uma relação com a BPP similar a de Mariane é a atriz e produtora cultural Greice Barros. “Frequento a Biblioteca desde minha adolescência, quando me reunia com colegas para fazer trabalhos que exigiam pesquisa”, conta. As filhas dela, Mainu, 12 anos, e Iyamí, 10 anos, participam do curso de desenho e do Coral Cantateca. “Essas atividades ofertadas para o público infantil fazem a diferença na formação dos pequenos cidadãos, não apenas por serem sensibilizados pela arte, mas pelo fato de eles ocuparem um espaço público, sadio e cheio possibilidade de troca e conhecimento”, comenta Greice.

Foto: Kraw Penas
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Oficina de Criação Literária com Sérgio Vilas-Boas e, a direita, Flores dispersas, montagem da Cia. Laurinha Produções sobre a vida e a obra da poeta Júlia Costa, encenada no auditório da BPP.

Diálogo com o interior

As ações da BPP ultrapassam os limites da sede em Curitiba. Há um diálogo permanente com as 484 biblio - tecas públicas municipais do Estado, principalmente por meio da Divisão de Extensão — que, entre outras atividades, é responsável pelas operações do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Paraná. O Sistema existe desde 24 de julho de 1992 e viabiliza de assessoramento técnico a repasse de livros. “É fundamental oferecer suporte às bibliotecas públicas do Estado, para que elas ofereçam à população serviços de acesso à leitura, à informação e aos registros da expressão cultural e intelectual em sua diversidade e pluralidade”, diz a chefe do setor, Marta Sienna.

Coordenadora da Biblioteca Pública Municipal Professor Bruno Enei, de Ponta Grossa, Gisele Aparecida França afirma que a parceria com a BPP foi fundamental para transformar a biblioteca dos Campos Gerais, inaugurada em 2012, em uma das mais bem equipadas do país. A BPP viabilizou para a unidade ponta-grossense cursos, material para acervo e, principalmente, o acesso ao sistema Pergamum — software que viabiliza o compartilhamento de informações entre as bibliotecas integradas. “A BPP foi uma mãe para nós”, diz Gisele.

“ Fiquei encantada com a arquitetura, os profissionais e com os serviços que a BPP oferece à comunidade. A Biblioteca Pública de Paraná é uma referência nacional.” — Maria Aparecida de Lavor, gerente do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Ceará.


A responsável pela Biblioteca Pública Municipal Prof. Egydio Martello, de Campo Mourão, Mara Cristina dos Santos Oliveira, também destaca o apoio da Divisão de Extensão como decisivo para o desenvolvimento do espaço cultural situado na região Centro-Oeste do Estado. “O repasse de livros para nossa biblioteca tem contribuído para o enriquecimento do acervo, em especial as obras paranaenses. Por inspiração da estrutura organizacional da Biblioteca Pública, nos motivamos a criar aqui nosso próprio Espaço Paraná. Nossa organização interna e setorial dos serviços também tem por base o organograma da Biblioteca Pública”, diz Mara.

A funcionária que há mais tempo trabalha na BPP, Bernadete T. de Oliveira, atua na Divisão de Extensão. Formou-se em Biblioteconomia em 1971 e entrou na Biblioteca no dia 26 de julho de 1974 — começou na Divisão Infantojuvenil e Educação, posteriormente renomeada Seção Infantil. Bernadete conta que desde menina sonhou em trabalhar na Biblioteca porque observava os ônibus da Divisão de Extensão levando livros pela cidade. Mas apenas em 1992 ingressou na Extensão, onde está até hoje. “O que me motiva é ajudar as pessoas. Eu via aqueles ônibus da Biblioteca na década de 1960 indo até as pessoas, era a Extensão que fazia o serviço. Consegui trabalhar justamente nesse setor. Realizei o meu sonho, acredito em destino”, afirma.

A memória do Estado

Já Teresinha Steffens, coordenadora da Biblioteca Pública Cidadã Professora Marlene Alenbrant (em Maripá, na região Oeste), considera a Divisão de Documentação Paranaense um tesouro da BPP. Quando visita Curitiba, Teresinha faz questão de circular pela Biblioteca, especialmente na Paranaense. “Tem obras antigas e um arquivo completo sobre a História do Paraná. É um espaço de muita importância”, comenta.

O chefe da Divisão de Documentação Paranaense, Canísio Miguel Morch, endossa o depoimento de Teresinha. “O nosso acervo é único. Não há outro espaço onde se preserve tanta informação sobre o Paraná.” Morch está na BPP desde 1979. Foi estagiário, cursou Biblioteconomia e atuou em outras seções até que, a partir da década de 1990, passou a trabalhar na Divisão que preserva a memória do Estado.

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Abertura da exposição fotográfica Periscópio urbano, de Daniel Castellano, no hall térreo da BPP.

Na Paranaense há revistas, jornais, livros, mapas, fotos, cartões postais e outros itens que dizem respeito ao Paraná. O usuário não pode levar para casa nenhum dos conteúdos, apenas fazer consulta no local. Seu público é formado por pesquisadores, estudiosos e pessoas que diariamente buscam informações sobre algum aspecto da História do Estado.

O gerente da tradicional Confeitaria das Famílias, Ederson Tadeu Adancheski, passou algumas tardes na Paranaense em busca de imagens antigas da empresa para uma confirmação de dados. Procurou recortes de jornais nas pastas de confeitarias e na da Rua XV, onde a loja funciona. “Isso aqui é um tesouro. A Paranaense tem informações que não estão disponíveis na internet”, observa Adancheski.

O chefe da Divisão de Documentação Paranaense comenta que o espaço guarda livros sobre os períodos da História do Estado, obras literárias de praticamente todos os autores nascidos ou radicados no Paraná, 890 títulos de jornais paranaenses e, entre outras preciosidades, o jornal Dezenove de Dezembro, que teve a primeira edição publicada no dia 1.º de abril de 1854, circulando por uma década — o marco zero da imprensa local.


Vida e leitura

O acervo da BPP ultrapassa os 700 mil volumes e o local onde há mais itens é a Sala de Literatura, no térreo, com 46.152 livros e 76.648 exemplares. Donizete Soares D’Assunção, 61 anos, é um dos usuários que mais frequentam o local. No ano passado, ele emprestou 182 livros, em 2015, 249 tí- tulos, e em 2014, 108. “Sempre gostei de ler, desde menino já era apaixonado por gibis”, conta. D’Assunção nasceu em Guaraci, região Norte do Paraná, viveu em outras cidades e fixou residência na capital na década de 1970. Diz aproveitar todo o tempo livre com leitura, seja com livros de Sidney Sheldon ou Michel Houellebecq.

Sérgio Loes, 58 anos, é outra presença constante na Sala de Literatura. Ele prefere livros com mais de 250 páginas e, levando em consideração o quesito, costuma emprestar romances de Agatha Christie, João Ubaldo Ribeiro e Machado de Assis. Catarinense de Indaial, Loes frequenta a BPP desde 1998. “Sou um leitor compulsivo. Preciso ler. A leitura faz parte de minha vida”, confessa. No ano passado emprestou 109 livros na Biblioteca, pouco menos que os 132 que levou para ler em casa em 2015, enquanto que em 2014 foram 144 títulos. “Gosto de vivenciar a leitura, como se estivesse no enredo”, acrescenta.

Foto: Kraw Penas
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O acervo da BPP ultrapassa os 700 mil volumes e o local onde há mais itens é a Sala de Literatura, no térreo, com 46.152 livros e 76.648 exemplares. 

Graduada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Alexandra Scotti já emprestou diversos livros na BPP, de romances de Clarice Lispector a obras de dramaturgia — neste caso, durante 2011 a 2014, período em que frequentou um curso técnico profissionalizante em teatro. Mas, independentemente dos cursos, Alexandra é cantora.

Em 2012, ela realizou a primeira apresentação de um tributo a Gal Costa no projeto Música na Biblioteca, no hall térreo da BPP. “Tive certeza de que a proposta seria viável diante da reação das pessoas que presenciaram a minha apresentação na Biblioteca”, afirma. Em 2015, registrou em CD as canções que interpreta da cantora baiana. “A oportunidade que a Biblioteca me deu resultou neste álbum.”

Alexandra define a BPP como um oásis cultural em meio ao comércio, à poluição sonora e ao caos do centro da cidade. “Não é apenas um espaço onde é possível emprestar e consultar livros. É um local onde há uma energia especial. E o silêncio é de respeito”, comenta, observando ainda que “se as pessoas entrassem na Biblioteca todo dia, mesmo que por meia hora, teriam mais qualidade de vida em meio a um cenário inspirador”.


Linha do tempo

BPP
        • 1857: decreto cria a Biblioteca Pública.
        • 7 de março de 1857: José Antônio Vaz de Carvalhares, vice-presidente da província do Paraná, inaugura a Bibliotheca Pública de Curitiba, anexa ao Lyceo de Coritiba — na antiga Rua da Ladeira, atual Dr. Muricy.
        • 25 de março de 1886: A Biblioteca Pública deixa de carregar o nome Curitiba e passa a se chamar Biblioteca Pública do Paraná.
        • 13 de fevereiro de 1893:  É autorizada a mudança de sede da BPP. Ela se transfere para o prédio em que funcionava a Câmara Municipal, na Praça Tiradentes. É a quarta sede da instituição (1893-1894).
        • 1904: Sétima sede da BPP, no novo prédio do Gymnásio Paranaense, na Rua Ébano Pereira.
        • 30 de junho de 1930: A BPP é transferida para o edifício do Museu Paranaense, no Palacete Macedo, situado na Rua Buenos Aires, 200, esquina com a Rua Benjamin Lins. Sebastião Paraná é o diretor à época.
        • 19 de dezembro de 1954: É inaugurada a sede própria da BPP na Rua Cândido Lopes, 133.
        • Década de 1960: Veículo da BPP circula pelos bairros de Curitiba levando livros à população.
        • 18 de dezembro de 2003: O edifício da Biblioteca Pública é tombado, dentro da programação alusiva ao Sesquicentenário da Emancipação Política do Paraná, como Patrimônio Estadual.
        • 2013: A Biblioteca Pública Mário Lobo (BPML), localizada em Paranaguá, iniciou suas atividades em agosto. Primeira sucursal da Biblioteca Pública do Paraná no Estado, a BPML foi instalada em um edifício histórico, que até 2007 abrigava a Santa Casa da cidade.
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Outras ações implementadas na BPP

                             Foto: Luis Izalberti
BPP
  • Criação do jornal Cândido, do novo site e das redes sociais da BPP
  • Ampliação da rede lógica e elétrica
  • Publicação do gibi Boing
  • Implantação da rede WIFI
  • Criação do Prêmio Paraná de Literatura
  • Aquisição de 100 microcomputadores e quatro notebooks
  • Implantação do projeto Música na Biblioteca
  • Fundação do Núcleo de Edições, por meio do qual foram editados mais de 20 livros pelo selo Biblioteca Paraná, a Revista Helena e as obras vencedoras do Prêmio Paraná de Literatura [foto acima]
  • Fechamento das laterais do prédio, aumentando o espaço da BPP
  • Criação do Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura (PELLL)
  • Pintura externa da Biblioteca em parceria com a Tintas Coral e com o apoio da Sanepar e da Compagas
  • Cursos de teatro e histórias em quadrinhos para crianças  Parceria com o SESC-PR na curadoria das exposições
  • Criação do Coral da BPP, o Cantateca [foto ao lado]
  • Realização do Piquenique literário
  • Projeto Uma Noite na Biblioteca, estendido ao município de Campina Grande do Sul (na Região Metropolitana de Curitiba) e à sucursal de Paranaguá
  • Realização do projeto Um Escritor na Fronteira em parceria com a Itaipu Binacional
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